Espectáculos teatro & ciência na MARIONET


 O nosso trabalho vem sofrendo uma evolução da forma teatral mais tradicional para um cruzamento disciplinar ao nível de processos, formas e conteúdos, que tem por base um reequilíbrio de “forças” entre as diferentes áreas artísticas presentes num dado trabalho. É no sentido desta evolução que tencionamos continuar o nosso projecto, procurando que o tempo em que vivemos se reflicta no nosso trabalho e que, eventualmente, seja influenciado por ele.
 Continuaremos a dar uma relevância especial à nossa vertente de interligação entre arte e ciência, por considerarmos que esta última tem no presente e terá no futuro uma importância enorme na colocação de questões e sugestão de respostas relativas ao mundo em que vivemos.

 
 
Revolução dos Corpos Celestes
(2001) co-produção com o Museu Nacional da Ciência e da Técnica/IHCT (2003) co-produção com o Museu Nacional da Ciência e da Técnica Dr. Mário Silva 
O Nariz
(2003)co-produção com Coimbra 2003 – Capital Nacional da Cultura (2005) co-produção com o Exploratório Infante D. Henrique – Centro Ciência Viva de Coimbra
Os Lusíadas no Zoológico 
(2005) co-produção com o Museu Zoológico da Universidade de Coimbra
LED – viagem ao interior num computador 
(2006) apoiado pela Direcção-Regional da Cultura do Centro
Bengala dos Cegos – o descobrimento de Pedro Nunes  
(2006) apoiado pelo Instituto das Artes 
 Olhar O Longe . Olhar O Antes
(2008) apoiado pela Direcção-Geral das Artes
[zoom] - o que queremos nós das estrelas?

Sr. de Chimpanzé
(2009) co-produção com o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra /
Noite dos Investigadores 2009




 O modo como pretendemos seguir o nosso caminho bem como as estratégias que traçamos para o fazer neste campo específico são:

Pesquisa e experimentação artísticas
Pesquisar novas formas e conteúdos artísticos a partir da linguagem, métodos, conceitos e conhecimento científicos, experimentando quais os limites formais ou de que modo a linguagem artística poderá ser contaminada e ampliada ao tê-los como objecto do seu interesse.

União equilibrada entre arte e ciência
Utilizar a linguagem artística como meio de exploração e exposição de temas e conceitos científicos, não fazendo cedências artísticas à pedagogia sobre determinado assunto científico, mas procurando sim encontrar uma união equilibrada e coerente entre arte e ciência e contribuir desta forma para o aumento da cultura científica do público.

Novas formas de comunicação com o público
Através da mistura criativa entre a contínua experimentação artística, a abordagem de novos temas e a aposta em novos criadores e novas técnicas artísticas, procuramos sempre em cada produção inovar, provocar a surpresa, abrir espíritos e horizontes, primeiro em nós, logo depois no público. Estudamos a forma de integrar, de forma coerente, novas tecnologias, novas formas de comunicação com o público, estendendo os limites da nossa criação artística sempre um pouco mais além.

Desenvolver a interligação entre o meio da criação artística e o meio académico

É neste último que se faz a reflexão sobre a Arte e o seu impacto na sociedade. É nossa intenção promover a apresentação de resultados do nosso trabalho não apenas no “palco” mas também em conferências científicas, divulgando a pesquisa criativa que fazemos e estabelecendo contactos para colaborações futuras.

Criar laços institucionais

O nosso trabalho de integração de temas da ciência nas artes do espectáculo tem originado a criação de parcerias e laços institucionais com diversas entidades das áreas científicas e académicas, nomeadamente: Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Museu Nacional da Ciência e da Técnica, Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Exploratório Infante D. Henrique, Agência Ciência Viva, Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra, Comissão Nacional para as Comemorações do Ano Internacional da Astronomia 2009, Museu Zoológico da Universidade de Coimbra, Teatro Académico de Gil Vicente.
É nossa intenção reforçar estas parcerias e ampliar o grupo de entidades com as quais colaboramos nos nossos projectos pois enriquecem-nos e dão consistência à nossa actividade. Não menos importante, mas naturalmente resultado do tipo de trabalho específico que desenvolvemos, é a extensão do público/frequentadores dessas entidades às nossas actividades.

Sedução de novos públicos

A par da aproximação da Ciência às pessoas pretendemos sensibilizar novos públicos para as artes performativas, não apenas o público estudantil até ao 12ºano de escolaridade, mas também um público mais especializado na área das ciências que frequentemente não vê satisfeita a sua vontade de fruição artística sobre temas em que é especialista ou mais interessado, como sejam os estudantes universitários e toda a comunidade docente e de investigadores.