Jean-François Peyret

2021

Jean François Peyret, nascido em 1945, é encenador e professor universitário (Institut d’études théâtrales da Université Paris III – Sorbonne Nouvelle, até 2008). Entre 1982 e 1994, criou com Jean Jourdheuil uma quinzena de espetáculos (escrita, tradução e encenação) a partir de textos não-dramáticos, de Montaigne a Lucrécio, mas sobretudo sobre a obra de Heiner Müller.

Em 1993-1994, tem a seu cargo, junto com Sophie Loucachevsky, o Théâtre Feuilleton no Théâtre National de l’Odéon. Neste quadro criou vários espectáculos sobre Franz Kafka. Entre 1995 e 2000, em residência na MC93 de Bobigny, apresentou um ciclo de espetáculos: a trilogia de Traité des Passions, seguida de Un Faust-Histoire naturelle (escrito com Jean-Didier Vincent), e de espectáculos em torno de Alan Turing (Turing-machine, Histoire naturelle de l’esprit – suite & fin-), terminando este período com Projection privée/Théâtre public sobre poemas de Auden, no Théâtre de la Bastille. O seu Le Traité des formes (em colaboração com Alain Prochiantz), é uma reflexão fantástica em torno do vivo e do artificial, do corpo e da máquina, uma variação sobre o tema do destino tecnológico da humanidade que teve por pretexto as obras de Ovídio e Darwin. Esta pesquisa foi seguida por Le cas de Sophie K (criado em Avignon em 2005 e reposto no Théâtre National de Chaillot em 2006), um ensaio sobre a obra e destino da escritora e matemática russa Sophie Kovalevskaïa. O espetáculo Tournant autour de Galilée, em colaboração com Françoise Balibar e Alain Prochiantz, estreou no Théâtre National de Strasbourg de 28 de Fevereiro a 16 de Março de 2008, e esteve depois no Théâtre National de l’Odéon de 27 de Março a 19 de Abril de 2008. O espetáculo com que deu continuação a este estudo sobre Galileu, criado em colaboração com Alain Prochiantz, Ex vivo/In vitro (Théâtre National de la Colline, 17 de Novembro a 17 de Dezembro de 2011), teve a reprodução medicamente assistida e os problemas de filiação que gera, por pretexto.

O seu projecto seguinte, e que teve Walden de Thoreau por material, recebeu o apoio da Empac (E.U.A.), do CECN (Bélgica), do Théâtre Paris Villette (França), do Fresnoy – Estúdio Nacional de Arte Contemporânea, do La Colline – Théâtre National, da Chartreuse de Villeneuve lez Avignon, e do Festival d’Avignon. A sua versão em instalação foi criada no Panorama no Fresnoy em Junho de 2010 e reposto como exposição individual, Walden Memories, em Fevereiro – Março de 2013. A performance musical foi criada no Empac, em 2010, e apresentada em Fevereiro de 2012. O espetáculo Re : Walden, depois de ter tido pré-estreia no Théâtre-Paris-Villette em 2010 e 2011 (Festival Open), foi apresentado em Julho de 2013 no Festival d’Avignon e posteriormente reposto no La Colline – Théâtre National em Janeiro e Fevereiro de 2014.

O seu último espetáculo, Citizen Jobs, funcionou como a segunda parte, com Re:Walden, de um díptico americano. Apresentado no 104 (em Paris) em Março de 2015, e reposto no Théâtre Vidy-Lausanne e em tournée em 2016.

 

Mais Informação: festival-avignon.com, www.theatre-contemporain.net e fr.wikipedia.org

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