Caryl Churchill

2021

Uma das mais influentes e significantes dramaturgas contemporâneas britânicas, Caryl Churchill nasceu a 3 de Setembro de 1938 em Londres e, tendo-se mudado aos dez anos de idade, cresceu na região de Lake District e em Montreal no Canadá.

Fez os estudos no Lady Margaret Hall, em Oxford onde se formou en Inglês. A sua primeira peça “Downstairs” foi escrita ainda enquanto estudante e encenada em 1958, tendo ganho o prémio Sunday Times National Union of Students Drama Festival. Escreveu um número de peças para rádio para a BBC incluindo “The Ants” (1962), “Lovesick” (1967) e “Abortive” (1971),“The Judge’s Wife” foi adaptado à televisão pela BBC em 1972 e “Owners”, a sua primeira produção profissional para palco estreou no Royal Court Theatre, em Londres nesse mesmo ano.

Foi Dramaturga Residente no Royal Court (1974-5) e durante uma grande parte dos anos 70 e 80 trabalhou com os grupos de teatro Joint Stock e Monstrous Regiment. No seu trabalho desta altura estão incluídas “Light Shining in Buckinghamshire” (1976), “Cloud Nine” (1979), “Fen” (1983) e “A Mouthful of Birds” (1986), escrita com David Lan. “Three More Sleepless Nights” foi produzida inicialmente no Soho Poly, em Londres, em 1980.

“Top Girls” (1982) junta cinco personagens históricas femininas num jantar num restaurante de Londres organizado por Marlene, a nova directora executiva da agência de emprego “Top Girls”. A peça estreou no Royal Court em 1982, encenada por Max Stafford-Clark, e foi transferida para o Public Theatre de Joseph Papp em Nova Iorque nesse mesmo ano. “Serious Money” estreou no Royal Court em 1987 e venceu o prémio Evening Star para “Melhor Comédia do Ano” e o prémio Laurence Olivier/BBC para “Melhor Nova Peça”. Trabalhos mais recentes incluem “Mad Forest” (1990), escrita depois de uma visita à Roménia, e “The Striker” (1994). Escreveu para a televisão “The After Dinner Joke” (1978) e “Crimes” (1982). “Far Away” estreou no Royal Court em 2000, com encenação de Stephen Daldry. Tem também publicado uma tradução do “Thyestes” de Séneca (2001) e “A Number” (2002), que trata da questão da clonagem humana. A versão de Churchill de “A Dream Play” de August Strindberg (2005) estreou no National Theatre em 2005. Desde então tem escrito peças como “Seven Jewish Children – a play for Gaza” (2009), “Love and Information” (2012), “Ding Dong the Wicked (2013), “Here We Go” (2015), “Escaped Alone” (2016) e “Glass. Kill. Bluebeard. Imp.” (2019), um quarteto de peças para serem apresentadas juntas.

Com mais de 30 peças escritas, para aém de um grande número de adaptações e de traduções, Churchill ajudou a redefinir a paisagem teatral e continua hoje a produzir trabalho novo e corajoso.

Mais Informação: literature.britishcouncil.org, www.britannica.com, www.bl.uk e en.wikipedia.org

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