E agora, Frankenstein?

2013

São já quatro as peças de teatro estreadas pela marionet e o Museu da Ciência na Noite Europeia dos Investigadores com cientistas da Universidade de Coimbra como criadores e intérpretes.

As peças “Sr. de Chimpanzé” (2009), “As Moscas são ratos que Voam” (2010), “Asn Ala Tyr Lys Lys Gly Glu” (2012) e “E agora, Frankenstein?” (2013) são várias etapas do percurso que vimos traçando onde reflectimos sobre a Ciência, os cientistas, e a relação destes e do seu trabalho com o meio social envolvente.

Em 2013 o tema da Noite Europeia dos Investigadores é o futuro.
Para ir de encontro ao tema, escolhemos abordar a história de Mary Shelley, “Frankenstein”, onde é avançada a ideia fantasiosa da criação de vida humana pela Ciência. Hoje, cerca de duzentos anos depois, no futuro, a tremenda evolução do nosso conhecimento sobre o mundo e a vida faz-nos olhar para aquela ideia como uma possibilidade que talvez admitamos vir a acontecer num futuro muito próximo.
Na adaptação que fizemos, partimos da história tal como Mary Shelley a contou mas terminamos no futuro, o nosso presente, e imaginamos qual o conhecimento e quais as tecnologias que o Dr. Frankenstein hoje utilizaria para dar vida a uma criatura.

Percorremos, por isso, a evolução da ciência ao longo dos últimos duzentos anos através da evolução da tecnologia ao serviço do nosso Dr. Frankenstein, até este momento em que parecemos estar no limiar da ideia fantasiosa de Shelley se concretizar.

A história aborda outros assuntos, para além da questão científica e tecnológica da nossa capacidade de criação de vida, como as questões éticas associadas a esse empreendimento científico, uma reflexão forte sobre a discriminação social e também sobre o estatuto da mulher na sociedade. Tudo temas do presente e do futuro.

Sinopse:

O Dr. Frankenstein está em vias de concretizar um projecto em que trabalha há anos, a criação de um ser humano. Reunidas finalmente as condições ideais, numa noite de forte tempestade, a sua criatura, feita de pedaços de outros corpos, ganha vida. O cientista, ao ficar consciente da fealdade da sua criação, arrepende-se e foge.
A criatura, abandonada pelo “pai”, enfrenta sozinha a sociedade e é discriminada pelo seu aspecto e perseguida. Refugia-se numa aldeia na casa de duas irmãs, mas acaba de novo maltratada e em fuga.
Alguns anos depois a vida corre bem ao Dr. Frankenstein e à sua noiva Elizabeth, mas a paz familiar é quebrada quando numa noite de tempestade a criatura surge para enfrentar e pedir contas ao seu criador, exigindo que este lhe crie uma companheira, ao que ele acede.
É já num laboratório moderno que encontramos de novo Frankenstein com a sua nova companheira e parceira científica, Tuleva, onde trabalham na criação de uma nova criatura com recurso a células estaminais.
Chega finalmente o momento em que primeira criatura vem reclamar a sua nova companheira, mas algo corre mal…

Ficha artística e técnica:

Discussão e ideias: Carlos Gago, Cristiana Paulo, Ermelindo Leal, Inês Almeida, Inês Violante, Isabel Nunes, Isabel Prata, Joana Cardoso, Josephine Blersch, Margarida Carneiro, Mário Montenegro, Marisa Vaz, Rui Capitão, Rui Fausto, Sandra Samúdio, Telma Pereira, Telmo, Xe Pizarro

Texto: a partir da obra “Frankenstein” de Mary Shelley e da peça homónima de Philip Pullman.
Tradução e adaptação de Cristiana Paulo, Ermelindo Leal, Isabel Nunes, Isabel Prata, Margarida Carneiro, Mário Montenegro, Rui Reis, Sandra Samúdio, Telmo, Xe Pizarro

Elenco: Cristiana Paulo, Ermelindo Leal, Inês Almeida, Inês Violante, Isabel Nunes, Isabel Prata, Josephine Blersch, Rui Fausto, Rui Reis, Sandra Samúdio, Telmo, Xe Pizarro

Encenação: Mário Montenegro
Figurinos e adereços: Joana Cardoso, Marisa Vaz
Iluminação: Rui Capitão
Assistência de montagem e operação técnica: João Castro Gomes
Penteados: Carlos Gago
Fotografia: Francisca Moreira
Registo video: Alexandre Lemos
Produção executiva: Filipa Heitor (Museu da Ciência), Mário Montenegro (marionet)

Co-produção: marionet | Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

A marionet é financiada por:
Câmara Municipal de Coimbra

Apoios:
Fundação Bissaya Barreto, Ilídio Design, MAFIA – Federação Cultural de Coimbra,
EU Seventh Framework Programme, Marie Curie Program, Universidade de Coimbra

Agradecimentos: Rui Damasceno

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