O Nariz

2003 co-produção com Coimbra 2003 – Capital Nacional da Cultura, em 2005 co-produção com o Exploratório Infante D. Henrique – Centro Ciência Viva de Coimbra

Inspirado no conto “O Nariz” de Gogol, este espectáculo prossegue o caminho de exploração de temas científicos no Teatro. Em O Nariz o tema abordado é o funcionamento e a importância do sentido do olfacto e, em particular, da anosmia – ausência total ou parcial deste sentido.
Como noutros trabalhos que abordámos temas ciêntificos procurámos um parceiro na área da Ciência que aceitasse o desafio de colaborar num projecto comum, neste caso foi o Exploratório Infante D. Henrique.
O tema do espectáculo foi sugerido, precisamente, pelo Exploratório, que então preparava, no âmbito da Capital da Cultura, uma exposição sobre o nariz e o sentido do olfacto.
Daqui resultou o enredo de O Nariz onde, a propósito da perda do olfacto de um homem, a Ciência interage com o Teatro e ambos descobrem a vida.
Este espectáculo estreou no dia 25 de Março de 2003, integrado na programação de Teatro de Coimbra Capital Nacional da Cultura, e esteve em cena nos dias 25, 26 e 27 desse mês no Museu dos Transportes, em Coimbra. De 24 a 27 de Setembro foi apresentado em Aveiro, no Estaleiro Teatral, e a 13 e 14 de Outubro voltou a ser apresentado em Coimbra, desta feita no palco do Teatro Académico de Gil Vicente. Em Novembro de 2005, estreou uma nova versão de “O Nariz”, no âmbito das comemorações da Semana da Ciência e da Técnica, organizadas pelo Exploratório Infante D. Henrique.

Sinopse

O Sr. Perfeito Amor tem a cara branca de espuma, e aguarda em silêncio a aproximação dos dedos do barbeiro, para o ritual de escanhoamento.
Estranhamente uma comichão anormal na zona do nariz fá-lo mexer com desconforto na cadeira.
O reflexo da lâmpada brilhante na lâmina da navalha a aproximar-se coincide com uma impressão absurda na cara e leva-o a fechar os olhos.
Quando os volta a abrir, com o grito do barbeiro, segue o olhar deste, espantado, até à porta, onde vê o seu próprio nariz fugir para a rua movimentada.
Este pesadelo do Sr. Perfeito Amor é o arranque para um dia invulgar em que descobre que perdeu o olfacto, e, com ele, todos os cheiros do mundo, e, em particular, o delicioso cheiro a Primavera da sua prometida Violeta.
Desesperado pela enorme perda que sofreu, o Sr. Perfeito Amor procura descobrir as causas para a sua anosmia e, simultaneamente, encontrar uma solução, no que é surpreendido por duas personagens invulgares interessadas em resolver-lhe o problema, cada uma com os seus métodos particulares: a Ciência e o Teatro.
A competição entre a Ciência e o Teatro que se estabelece no palco, ultrapassa, em determinados momentos, os limites do bom senso, e termina com a vitória de um deles, que coloca então ao Sr. Perfeito Amor o maior dilema da sua vida.

Ficha Artística e Técnica

Texto e Encenação: Mário Montenegro | Discussão e ideias: Alexandre Lemos, Margarida Antunes de Sousa, Mário Montenegro, Nica Guerra, Pedro Andrade e Rui Capitão | Intérpretes: [2003] Alexandre Lemos, Mário Montenegro, Margarida Antunes de Sousa e  Nica Guerra [2005] Alexandre Lemos, Anabela Fernandes e Mário Montenegro | Cenografia, Figurinos e Imagem: Pedro Andrade | Desenho de luz e Luminotecnia: Pedro Machado | Banda Sonora Original e Sonoplastia: Rui Capitão | Vídeo: sal. | Fotografia: Francisca Moreira e Sofia Frazão | Efeitos Olfactivos: [2003] Mário Teixeira | Concepção e execução de penteados: Paula Rodrigues, Ilídio Design
Produção Executiva: MARIONET 2003 & 2005

Apoios

Câmara Municipal de Coimbra, CITAC, Ilídio Design, IPJ-Coimbra, MAFIA – Federação Cultural de Coimbra, RUC, TEUC.

Agradecimentos

Ana Sofia Ribeiro, David Capitão, Maria João Feio, Mário Teixeira, Nuno Fareleira

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